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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
Escrita em espelho

Exmos Senhores,
Tenho uma filha que recentemente começou a escrever o nome da direita para a esquerda,
com as respectivas letras invertidas.
A Beatriz tem 5 anos (feitos em Setembro), e frequenta o infantário, juntamente com a
irmã (3 anos).
A Beatriz frequenta igualmente uma escola de música desde os 3 anos, onde aprende piano.
Apesar de já me ter apercebido desta situação, não pensei que pudesse ser um possível
sinal de algum tipo de problema ou disfunção. Foi precisamente a professora de música que
me alterou para o facto, e me disse para estar bastante atento. Obviamente fiquei
preocupado ...
Indico-lhe algumas caracteristicas que definem a personalidade da Beatriz :
- Criança estremamente tímida no exterior;
- Apenas fala (muito e bem !!) com as pessoas muito próximas - Pais; Avós e Tios
- Nunca falou no infantário (practicamente não lhe conhecem o tom de voz !), apesar de
gostar bastante de o frequentar - nunca chorou de manhã, e por vezes quer ficar mais
tempo no final do dia; Nunca fala na presença de estranhos. Não esboça qualquer sorriso
ou outro tipo de manifestação em frente a estranhos. Mesmo que, p.e.x tenha vontade de
rir, nota-se claramente que faz um esforço muito grande para não manifestar esse
sentimento, fazendo força para manter os lábios cerrados e imóveis;
- Frequenta uma escola de música desde os 3 anos - piano, sendo a criança mais
concentrada e que mais evolui;
- Gosta de frequentar o infantário e a escola de música
- Faz tudo com a mão esquerda - é "canhota"
- É, na minha opinião, demasiado concentrada para a idade - consegue estar uma manhã
inteira a pintar ou a fazer trabalhos de colagem na secretária que tem no quarto;
- Reconhece a maioria das letras do alfabeto;
- Desde muito cedo distingue perfeitamente a esquerda da direita (um brincadeira que
fazíamos já desde os 3/4 anos, numa viagem de carro, nas curvas a Beatriz ia dizendo
"esquerda" ou "direita", conforme a orientação da curva.
- gosta de brincar com numeros e fazer contas.
- Segundo a educadora, é das crianças mais concentradas. Relativamente às fichas de
trabalho, basta explicar um a vez, e a Beatriz é das primeiras crianças a terminar (sem
no entanto falar e mostrar que já terminou)
- Recentemente começou a fazer "chichi" nas calças, pelo facto de não manifestar as suas
necessidades às Educadoras - Em casa, quando tem vontade, vais sozinha ao quarto de banho.

Quanto ao facto de não falar com ninguem no exterior, parece-me que neste momento é por
uma questão de "orgulho". A título de exemplo, há alguna dias, ao jantar, a Beatriz
perguntou à irmã se tinha falado com as educadoras. A irmã disse que não. A Beatriz,
manifestando uma enorme satisfação e "gozo" respondeu : "Eu também não".

Agradeço v/ comentários sobre esta situação. Preocupa-me bastante o facto de a Beatiz não
se manisfestar nem falar com as Educadoras, dado que dentro de 1 ano estará a ferquentar
a escola primária.

Antecipadamente Grato.
Paulo Ferreira de Melo

 

Caro Senhor,
Muito obrigado pelo seu email e por confiar no nosso consultório. Os factos que apresenta são bastante distintos uns dos outros, embora no final deste processo talvez se venha a "descobrir" que os sintomas tenham uma origem comum., relacionada com dificuldades relacionais. Queremos dizer com isto que nos parece que enquanto Pai, para além das questões ligadas à dislexia, observa desde já há algum tempo dificuldades na sua filha Beatriz relacionadas com a maneira como ela lida com os outros, nomeadamente na escola, e noutros na própria casa com a familia mais nuclear, e mais concretamente não vê a sua filha muito feliz e com tendencias para o isolamento.
Relativamente à escrita em espelho, como sabe, há já várias terapias e técnicas que ajudam a corrigir estas situações duma forma rápida e fácil. Pensamos que o melhor é procurar quanto antes um técnico da área e lêr também em Arquivo da Let's Grow no mês de Junho e "picar" nos temas de dislexia. Relativamente às outras dificuldades, parece-nos que é uma situação que requer uma atenção especial e que a Beatriz e os Pais devem consultar o mais breve possível um psicólogo. Vai ver que o trabalho em equipa se tornará útil, tanto nas orietações do especialista como nos resultados obtidos. Hoje em dia, por mais dificeis que sejam as situações, as ferramentas ao dispor já estão tão evoluidas, que quanto mais rápido os Pais se "despacharem" mais rápidamente a Beatriz e a dinâmica familiar encontrará o seu equilibrio e bem estar desejado.
Com os melhores cumprimentos,
A equipa Let's Grow


Publicado por consultoriodeeducacao às 18:24
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Comentários:
De Ana Martins a 25 de Março de 2009 às 04:16
Peço desculpa, mas discordo com a resposta data. Sou um caso desses. Tenho agora 45 anos. Nunca fui forçada a escrever com alguma mao , sou naturamente ambidextra e escrevo invertido. Era muito timida em miuda (mas sempre muito alegre em familia ). Hoje tenho grande facilidade em comunicar (em varias linguas ) e para fora do meu contexto familiar. Foi algo que fui desenvolvendo com o tempo. Sempre tive uma familia estupenda e no entanto estava a ler-me a mim propria mais pequena, enquanto lia o comentario deste pai.
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Peço desculpa, mas discordo com a resposta data. Sou um caso desses. Tenho agora 45 anos. Nunca fui forçada a escrever com alguma mao , sou naturamente ambidextra e escrevo invertido. Era muito timida em miuda (mas sempre muito alegre em familia ). Hoje tenho grande facilidade em comunicar (em varias linguas ) e para fora do meu contexto familiar. Foi algo que fui desenvolvendo com o tempo. Sempre tive uma familia estupenda e no entanto estava a ler-me a mim propria mais pequena, enquanto lia o comentario deste pai. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Nao</A> tenho qualquer problema de dislexia, bem pelo contrario. Nunca tive dificuldades escolares (sou professora universitaria ). Sou da area das ciencias oceanografa ) e contudo gosto muito de musica, artes em geral. Alias, gosto de tudo. Apercebo-me que no fundo funciono de facto com os dois hemisferios , o que me permite ter grande facilidade e rapida aprendizagem ,o que relaciono agora com essa capacidade de ambidestria muito natural. Tb escrevo de preferencia com a mao esquerda na horizontal e com a mao direita na vertical, com as duas maos ao mesmo tempo, etc ,... <BR>Estou um pouco cansada de sistematicamente associarem estas crianças a algum problema de dislexia ou a algum trauma. Nem sempre é assim e há que saber quando existem casos distintos antes de alertar os pais sem mais nem menos. Posso garantir que nunca tive nem uma coisa nem outra, alias, sempre tive uma familia espectacular que me apoiou em tudo. Nunca tive crises familiares nem sei o que isso sao. Estou convencida que há um factor genetico associado e por isso mesmo, estou muito interessada em saber de mais casos como eu. se me quiserem enviar um email se estiverem numa situacao identica , agradeço (email: anamartins@uac.pt ). Ao pai, só posso dizer que, se calhar a sua filha sofre apenas de um fenomeno menos frequente (e que por isso mesmo é menos compreendido) e se calhar só fará bem em estimular e não eliminar. obrigada. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>ana</A> <BR>


De joana a 16 de Abril de 2010 às 19:09
Boa tarde! Sou educadora de infância há alguns anos e denoto e tenho trabalho sempre com a faixa etária dos 5 anos. Denoto que sistematicamente os meus alunos escrevem o seu nome, algumas letras e números (com mais frequência os algarismos 2, 5, 3) em espelho. Os pais preocupam-se frequentemente com esta situação e admiram-se que a criança consiga por vezes escrever correctamente e em determinadas situações de forma incorrecta. A experiência conseguiu ensinar-me e também algumas pesquisas que a criança precisa de definir a sua lateralidade. Nesta idade a criança precisa de referências para saber distinguir a esquerda da direita. Utilizo várias estratégias para treinar esta "capacidade" que aos cinco anos ainda está a ser definida. Penso que esta situação irá ser ultrapassa posteriormente ao ensino pré-primário, quando a criança tiver um maior contacto com a escrita e leitura.


De Joana a 16 de Abril de 2010 às 19:13
Boa tarde! Sou educadora de infância há alguns e tenho trabalhado sempre com a faixa etária dos 5 anos. Denoto que sistematicamente os meus alunos escrevem o seu nome, algumas letras e números (com mais frequência os algarismos 2, 5, 3) em espelho. Os pais preocupam-se frequentemente com esta situação e admiram-se que a criança consiga por vezes escrever correctamente e em determinadas situações de forma incorrecta. A experiência conseguiu ensinar-me e também algumas pesquisas, que a criança precisa de definir a sua lateralidade. Nesta idade a criança precisa de referências para saber distinguir a esquerda da direita. Utilizo várias estratégias para treinar esta "capacidade" que aos cinco anos ainda está a ser definida. Penso que esta situação irá ser ultrapassa posteriormente ao ensino pré-primário, quando a criança tiver um maior contacto com a escrita e leitura.


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