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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009
"Começou a fazer grandes birras"

Boa tarde!

 

 
Chamo-me Joana, tenho 25 anos e um namorado de 38. Trabalho há 5 anos com crianças e mudei-me há cerca de 2 meses para casa do meu namorado. Ele tem uma filha de 5 anos com quem tenho uma óptima relação e desde sempre aceitou lindamente a minha relação com o pai. Foi, inclusive, ela que pediu para eu ir viver com eles. A pequenina está 15 deias seguidos em casa do Pai e 15 dias em casa da Mãe. Antes da minha mudança, detectamos que ela não queria voltar para casa da mãe ao fim dos 15 dias passados com o pai. Achámos que isto se devia à forte ligação emocional que tem com o Pai e à certeza que comigo e com ela se divertia mais do que com a Mãe.
 
No entanto, um mês após a minha mudança, ela começou a fazer grandes birras por querer dormir na cama conosco, a não querer comer as refeições por completo e mais recentemente a queixar-se diariamente de dores de barriga sempre que chegava a hora de almoçar na escola. Falámos com a educadora e percebemos que ela está bem durante todo o dia, mas mal entra no refeitório, chora, dizendo que lhe doi a barriga, não querendo comer e por vezes chegando a vomitar. Depois passa e fica bem.
 
Questiono-me muitas vezes se a espectacular aceitação que ela teve em relação a mim não esconderá qualquer outro sentimento de ciume, frustração ou incompreensão. Falamos muito com ela, explicando-lhe como "funcionam os namorados" e tento criar com ela uma relação aberta mas carrgada de cumplicidade. Quero tentar impor-lhe regras em relação ao dormir na cama dela (inclusive comprei um despertador que todos os dias anuncia a hora em que ela pode ir um pouco para o pé de nós) mas não quero pressioná-la demasiado.
 
Gostaria que me dessem uma ajuda sobre a melhor forma de lidar com isto....
 
Muito obrigado,
 

Boa Tarde,

Pensamos que a forma como esta a gerir a situação está bastante adaptada, mas como sabe não existem alterações a este nível de um dia para o outro.

No entanto deve pensar também que a criança poderia não querer ir a casa da mãe apenas para não a deixar sozinha com o pai, o processo vai ser lento mas vai conseguir atingir os resultados pretendidos.

 

Continuem a demonstrar-lhe que o pai tem tempo e espaço para todos e que é melhor viver em família contribuindo para a felicidade do grupo, porque esta é dela também e a criança tem de conhecer o seu lugar no grupo e deve igualmente ser valorizada pelo desempenho desse papel.

 

Bom envolvimento,

 

A Equipa Let's Grow



Publicado por consultoriodeeducacao às 23:57
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