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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
A doença e a Avó
Boa tarde,
 
Sou mãe deduas crianças, uma de 3 anos e outra de 2 meses.
 
Vivemos relativamente perto da minha mãe, que ajuda a criar e a educar, que vaibuscar a cresche e que todos OS dias vem ver OS netos ou vamos nós a Casa dela.
 
O emu filho de 3 anos , nasceu comuma cardiopatia congénita, uma tetralogia do fallot, felizmente já operado e cuja situação ficou quase na totalidade sanada e sem sequelas.
 
A minha mãe avó completamente galinha, deixa o menino fazer tudo, na hora que quer, comer o que quer, vestir o que quer, levar para a escola o que quer, e quando consegue dizer não é via contrapartida, ( do género, vamos para a escola, mas logo pedes a avo o que queres que eu compro-te), quando tento impor o não, não pode ser , não podes fazer, não podes beber outrra vez leite em vez da sopa é uma comédia porque se a minha mãe está presente está tudo arruinado porque coitadinho do meu menino.
 
Quando nasceu o bebé a recomendação DA avó foi: Cuidado porque o meu menino ainda pode apanhar uma depressão....
 
Muito inteligente o meu filhinho, naturalmente mimado também por conta da situação clinica e de todo o amor que temos que transmitir as crianças,está a ficar estragado se assim lhe posso chamar porque acha que pode fazer tudo porque se eu ou o pai não deixamos, a avó deixa, mais que não seja quando nós não estamos.
 
Como fazer para controlar esta situação, para explicar a avó que chorar de birra não faz mal, que se não almoçar por birra depois vai almoçar a comida mais tarde, que não pode comer todos os dias chocolate, que não pode fazeras refeições de leite e iogurtes porque a comida faz falta, que só porque teve uma doença grave não pode ser o coitadinho, porque é um muido graças a Deus normal?

Muito boa tarde,

 

A Avó que aqui nos descreve faz o seu papel, que pode ser mais ou menos participativo mas sempre com uma enorme componente afectiva, e é claro, à sua maneira.

 

O seu filho tem a enorme benesse em ter uma Avó participativa, que tenta contribuir para o seu bem estar. 

Esta relação, Avó / Neto, é muito importante para o desenvolvimento das crianças, infelizmente as Avós de hoje são em muitos casos ainda trabalhadoras e passam grande parte do dia dedicada às suas profissões sem terem grande tempo para as actividades com os Netos.

 

As Avós dão uma componente muito importante aos nossos filhos, porque podem partilhar com eles uma experiência de vida muito rica e que muitas vezes os leva a lugares onde eles não chegam no seu dia a dia.

 

A protecção e carinho das Avós é fundamental para o desenvolvimento da auto estima e cultura das crianças garantindo o “colo” que muitas vezes os pais não podem dar por variadíssimas razões.

 

Embora tenha havido um susto com o seu filho à nascença , o que poderia ser uma

justificação extra para que a Avó o protegesse, pela história que conta parece não haver nenhuma necessidade de uma protecção especial. Portanto, para conseguirmos transmitir uma boa ideia de auto-protecção, autonomia, conseguir fazer coisas por ele próprio sem ansiedades, etc. seria aconselhável não desenvolver um ambiente de deficiência ou de alguma dificuldade que não existe. Não vamos correr o risco de com tanta protecção, no futuro o seu filho não consiga realizar as suas tarefas autonomamente, sem a ajuda de alguém que esteja por perto.

 

Os pais são reguladores do bem e do mal mas é fundamental que toda a família participe no desenvolvimento das suas crianças. A variedade de ferramentas disponíveis melhora muito o nível e a qualidade das respostas dadas por elas.

 

É importante também transmitir a ideia que o que está em causa, acima dos problemas dos chocolates, a alimentação, as birras, as vontades, etc. é o estilo e o tipo de modelo que estão a transmitir ao seu filho relativamente ao não desenvolvimento da competência ligada à tolerância à frustração. Se o seu filho tiver a seguir a uma birra, como diz, uma gratificação imediata, vai hipotecar a educação que imaginava dar ao seu filho.

 

Deixe a sua Mãe desempenhar o seu papel de Avó, o seu filho tem muito a ganhar com isso mas combinem uma estratégia, deixe que a sua Mãe seja uma negociadora mas que não contrarie as decisões dos Pais, deve no entanto poder negociar as vossas decisões sem vos desautorizar, garantindo que esse processo transmite à criança regras de convivência que vão clarificar o papel de cada um dos elementos da família, todos temos o nosso papel mas é importante e fundamental demonstrar o respeito que temos pelas tarefas que são desempenhadas pelos outros.

 

É importante que todos saibam que não é por contraiar os netos, ou os filhos, que eles vão deixar de gostar de alguém. Antes pelo contrário, eles precisam de regras para se sentir seguros e confortáveis.

 

Clarifique na família qual o papel de cada um (sem impor, negoceie) e deixe que a sua Mãe seja participativa, têm todos muito a ganhar com isso.

 

Os Pais têm de impor as regras e essas têm de ser respeitadas mas por forma a não serem por vezes excessivamente duras deixe que exista mediação, Tios e Avós são figuras centrais nesse papel.

 

Cumprimentos,

 

Let’s Grow





Publicado por consultoriodeeducacao às 15:53
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Comentários:
De Anónimo a 6 de Janeiro de 2009 às 16:51
Comigo acontece quase exatamente assim, com um detalhe apenas... minha mãe mora comigo.
A casa é minha e do meu marido e minha mãe mora comigo. E mima meu filho demais, interfere na nossa autoridade com relação à ele... o que posso fazer????


De consultoriodeeducacao a 6 de Janeiro de 2009 às 23:41
Não crie uma situação desconfortavel, tente negociar e falar coma a sua Mãe, mostrando as vantagens de uma actuação concertada.


De Anonimo a 25 de Agosto de 2011 às 21:24
eu também me deparo com esse tipo de problemas mas ainda mais grave é que eu não vivo em casa dos meus pais mas sim dos meus sogros e eles querem fazer tudo por tudo para a criança ser desobediente (tal como o filho mais novo deles que para alem de ser desobediente é obeso) e eu não quero isso o que devo fazer?


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A Let’s Grow é um projecto português que nasceu em 2006 da necessidade sentida pelos Psicólogos Miguel Botelho de Barros (área Clínica) e Rui Nunes da Silva (área Social e das Organizações) de criar um programa de consultoria para a infância. Deste modo, a Let’s Grow integra na sua formação duas áreas distintas mas complementares que, ao cruzarem informação, permitiram melhorar significativamente a compreensão e a resposta face às lacunas sentidas nos projectos próprios da infância relativamente às competências sociais e emocionais.

A Let’s Grow é um conceito inovador e muito prático, que adapta as últimas descobertas da Psicologia Social e do Desenvolvimento Infantil às novas necessidades do séc. XXI. Através da aplicação de uma metodologia eficaz e rápida, È possível as crianças experimentarem e interiorizarem as ferramentas que promovem um desenvolvimento mais completo.

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