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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
Crianças Hiperactivas - Parte 3/3

(... continuação)

 

Como Devem os Pais Lidar com a Hiperactividade

Uma criança hiperactiva, acima de tudo, tem o desejo e a necessidade de se sentir segura e amada. Como tal, o papel dos pais é primordial. É importante que desde a mais tenra idade que se comece a incutir princípios de vida regulares, uma educação centrada no amor e afecto, na consistência, na coerência, numa forma contentora onde os pais dão aos seus filhos as ferramentas necessárias para combater o stress e as suas angustias.

À parte disto, é preciso saber lidar com as adversidades do quotidiano para não desanimar em demasia. É preciso seleccionar aquilo que é interdito com aquilo que será uma batalha impossível para ambas as partes. É necessário ter em atenção as atitudes tomadas com aquilo que se combinou fazer, etc. A responsabilização ajuda sempre. Como as crianças estão sempre atentas para poderem explorar os erros dos pais, neste caso específico é “obrigatório” ter atitudes coerentes e consistentes no tempo que essencialmente transmitam segurança. Quanto mais contentores os pais conseguirem ser mais margem de manobra terão para passarem a educação desejada. As crianças precisam de sentir que aquilo que os pais sugerem e dizem para fazer tem enquadramento, tem uma razão de ser e traz bem-estar.

 

É necessário explorar a assertividade com a família, exprimir-se firmemente, explicar brevemente a razão da interdição. Para isso, a recusa de qualquer coisa tem de ser considerada como o fim da discussão, não como o início e abertura duma interminável negociação. Os pais não devem justificar tudo o que decidem sob pena de serem contestados e de estarem a abrir um precedente de argumentação sob o que é próprio ou não para os filhos. O “truque” para os pais está em conseguir encontrar o equilíbrio entre a relação educativa e pedagógica que se pretende ter com os filhos e como eles assimilam e aplicam essa informação.

 

Quando os limites estiverem bem definidos, mostre-se compreensivo com o seu filho, escute-o e procure interessar-se pelas actividades dele. Confie no seu filho a responsabilidade de certas tarefas, porque isso irá desenvolver as competências ligadas ao saber fazer e de se exprimir com imaginação e sabedoria. Felicite o seu filho sempre que ele ficar contente com os sucessos e encoraje-o a lidar com a frustração quando as coisas correrem mal.

 

O Tratamento

O tratamento da hiperactividade necessita de tempo, de uma psicoterapia consistente e de longa duração. O pano de fundo, de facto, é sempre uma montagem de redes contentoras das ansiedades à volta dessas crianças, isto é, tem de ser montada uma malha que ligue a família, a escola e a própria criança. Estas três redes têm de estar interligadas e têm de se influenciar. Em qualquer das redes o elo de confiança tem de estar bem desenvolvido sob pena de qualquer medida ser ineficaz. A partir daqui, o estabelecimento dessa confiança, os diálogos empáticos dos pais e um terapeuta ajudarão a modular a relação pais-filho com o objectivo de a tornar menos inquieta, afectivamente mais rica e mais organizadora. Estas características são essenciais mas para haver o equilíbrio desejado não podem tornar-se em intrusivas ou manipuladoras.

A finalidade do tratamento consiste em permitir um desenvolvimento normal, mas se não há dúvida que os resultados a curto prazo dos tratamentos são favoráveis e muito interessantes, a longo prazo os resultados dependerão muito dos pais e da manutenção das estratégias anteriormente desenhadas.

A equipa Let's Grow



Publicado por consultoriodeeducacao às 08:00
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Comentários:
De energia-a-mais a 13 de Setembro de 2008 às 00:20
Gostei muito da maneira explícita como este tema é abordado. tenho um filho com hiperactividade de tipo impulsivo, inserida num comportamento disruptivo. É de facto uma criança de 7 anos muito difícil. Tem todas as características referidas desde bébé, aos dois anos ele era incontrolável em termos de comportamento e fomos aconselhados a procurar um psicólogo.Tem variações muito grandes de humor, um grande nível de ansiedade, uma baixíssima tolerância á frustração. tem uma hiperactividade motora acentuada, é capaz de trepar paredes, armários, etc, cai muitas vezes, não consegue virar água do jarro para um copo sem entornar, enfim, muitas dificuldades de controlar a impulsividade. Está a ser medicado há quase um ano e meio mas se retirar a medicação nota-se que continua igual ou até pior em alguns sintomas. A terapia comportamental não tem dado muitos resultados. Neste momento em que a escola está a começar (vai para o 2º ano) deparo-me com estes graves problemas - não consigo fazer com que saia de casa - só o faz quando tem algum objectivo para ele próprio(como correr no jardim, jogar a bola ou anadr de bicicleta...)pois tem consciência de estar sempre a disparatar e a ser observado pelos outros; não o consigo vestir de forma decente pois não usa roupa interior e tem ataques de histeria sempre que tento ou insisto; diz imensos palavrões, muitas vezes fora de contexto mas outras quando explode, usa esses palavrões em casa e na rua, para connosco e para desconhecidos e é muito agressivo. Gostaria que me ajudassem a lidar com essa situação até porque tenho outro filho com 2 anos que vive este ambiente cada vez com mais atenção e que começa a copiar muitos dos comportamentos do irmão!


De consultoriodeeducacao a 16 de Setembro de 2008 às 23:12
Cara Senhora,
Os casos de hiperactividade, de uma forma geral, tem haver com modelos de copying que as crianças observam tanto em ambientes familiares como em ambientes externos ao núcleo familiar. Tem também origem na absorção e aprendizagem com que as crianças fazem relativamente ao tema frustração (a pouca tolerância adquirida é "aprendida" pelos modelos à sua volta), à impulsividade com que estão habituados a ver em seu redor, e a relativamente a estados elevados de ansiedade pois revelam partes inseguras e com pouca autoconfiança sobre as suas capacidades.
A maneira mais correcta para se alterar o sentido destes comportamentos é realizar-se uma avaliação familiar sobre a sua própria dinâmica e levantamento de dados sobre os estímulos externos que a criança está sujeita. Deve ser realizada por um psicólogo, com o objectivo de delinear uma estratégia com os pais a fim de as variações de humor diminuam na sua amplitude e de modo a que sejam encontradas as melhores respostas às dificuldades existentes.

Com os melhores cumprimentos,

A Equipa Let's Grow


De energia-a-mais a 17 de Setembro de 2008 às 00:06
Agradeço a resposta ao meu comentário, é no entanto duvidosa, para mim, a questão do copyng dos modelos familiares ou mesmo externos. Sei por experiência que muitas vezes é uma questão de ambiente mas sinceramente temos tido orientação com bons psicólogos que integram a equipa de neuropediatria do hospital pediátrico de Coimbra, desde que o Rafael foi diagnosticado e antes disso já tinhamos consultas de psicologia regulares. O Rafael vive num ambiente estruturado em que rotinas e regras estão bem definidas, o agregado familiar é estável e a convivência entre nós é óptima. Nunca em casa nos manifestamos aos gritos, nunca lhe batemos e muito menos dizemos palavrões! Em momentos de crise, sempre mantemos um tom de voz baixo e suave mas mantemos as nossas decisões de modo coerente, temos o hábito de usar técnicas como o «time out» quando vemos que nada está a resultar para que se acalme e tenha tempo de voltar ao normal. Com medicação as crises não são tão intensas mas como disse antes, ao retirar a medicação (mesmo que seja ao fim de semana) tudo se repete. Este comportamento existe desde muito bébé (por exemplo eu nunca mudei a fralda do meu filho com ele deitado - simplesmente não era possível - tinha de ser em pé). O menino anda numa escola pública mas mantenho um emprego a tempo parcial para poder estar com ele no final das actividades escolares, de modo a que não tenha de recorrer ao ATL. Frequenta algumas actividades esporádicamente porque não as mantêm por muito tempo. Mas sempre em ambientes que respeitam a sua maneira de ser e e em que nós confiamos. Continuo sem perceber as suas reacções, principalmente porque é que tem uma necessidade constante de nos provocar e porque é tão agressivo. Até porque usamos muito a teoria do reforço positivo e tentamos motivá-lo a usar as suas capacidades e energia em algo positivo e não desgastante. Tentamos que reaja de modo diferente mostrando como ficamos contentes quando tem um gesto bonito ou se saiu bem numa tarefa.
Mais uma vez obrigada e vou continuando a adoptar as estratégias que me aconselham


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